SURDEZ AUMENTA O RISCO PARA DEMÊNCIA E DEPRESSÃO ?

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Tratamento perda auditiva em Curitiba

SURDEZ AUMENTA O RISCO PARA DEMÊNCIA E DEPRESSÃO ?

Tratamento perda auditiva em Curitiba

Perda auditiva em adultos: relação com demência, depressão e qualidade de vida 👂🧠

Você sabia que cerca de 15% dos americanos adultos têm algum distúrbio de audição? Esse dado alarmante vem do Instituto Nacional de Surdez e Outros Distúrbios da Comunicação (NIDCD) dos Estados Unidos. Principalmente preocupante é que essas pessoas esperam em média seis anos após os primeiros sinais de perda auditiva para tomar alguma providência. Ou seja, um tempo precioso é perdido durante o qual as consequências se acumulam silenciosamente.

🔬 O estudo francês que mudou tudo

Um estudo francês revolucionário acompanhou milhares de pessoas por 25 anos. Primeiramente, os pesquisadores investigaram a relação entre perda auditiva não tratada e declínio cognitivo. Os resultados foram impressionantes e preocupantes ao mesmo tempo.

Pessoas que afirmaram ter deficiência auditiva e não faziam reabilitação auditiva apresentaram risco significativamente maior de desenvolver demência comparadas a dois grupos: pessoas com audição normal e pessoas com deficiência auditiva que faziam reabilitação auditiva (uso de aparelhos auditivos). Ou seja, a reabilitação auditiva demonstrou efeito protetor contra o declínio cognitivo.

Além disso, entre homens que relataram ter surdez sem reabilitação auditiva, o estudo revelou risco 43% maior de desenvolver sintomas depressivos em comparação com pessoas sem deficiência auditiva ou com pessoas que tinham déficit audiológico mas usavam aparelhos auditivos. Consequentemente, tratar a perda auditiva não é apenas questão de “ouvir melhor”, mas de proteger a saúde mental e cognitiva.

🧠 Por que perda auditiva leva à demência?

Primeiramente, precisamos entender os mecanismos que conectam audição e cognição. Existem três teorias principais que explicam essa relação:

1️⃣ Sobrecarga cognitiva

Quando há perda auditiva, o cérebro precisa trabalhar muito mais para processar sons e entender conversas. Principalmente porque precisa “preencher lacunas” constantemente, usando mais energia cerebral apenas para compreender palavras. Consequentemente, sobra menos capacidade cognitiva para outras funções como memória, raciocínio e atenção. Dessa forma, há exaustão crônica das reservas cognitivas.

2️⃣ Isolamento social

Pessoas com dificuldade auditiva gradualmente se afastam de convívio social. Principalmente porque conversas em grupo se tornam frustrantes e embaraçosas. Além disso, evitam restaurantes, festas e reuniões familiares. Ou seja, criam um círculo vicioso: quanto menos interagem, menos estímulo cognitivo recebem, acelerando o declínio mental. Afinal, interação social é um dos maiores protetores contra demência.

3️⃣ Atrofia cerebral

Estudos de neuroimagem mostram que perda auditiva não tratada acelera atrofia (encolhimento) de áreas cerebrais responsáveis por processar sons e linguagem. Principalmente o córtex auditivo e temporal. Assim, a falta de estímulo sonoro adequado leva à degeneração dessas regiões. Portanto, o ditado “use ou perca” se aplica perfeitamente ao cérebro.

😞 Perda auditiva e depressão

A conexão entre perda auditiva não tratada e depressão é multifatorial. Primeiramente, vejamos os principais mecanismos:

🚫 Isolamento progressivo

Dificuldade de comunicação leva ao afastamento gradual de amigos e família. Principalmente porque a pessoa se sente constrangida ao pedir para repetir constantemente. Além disso, tem medo de responder inadequadamente por não ter entendido corretamente. Consequentemente, prefere ficar em casa sozinha, o que alimenta sentimentos depressivos.

😣 Frustração crônica

Não conseguir acompanhar conversas, perder piadas, não entender falas em filmes ou televisão. Essas situações cotidianas geram frustração constante. Principalmente porque a pessoa se sente “diferente” e incapaz. Assim, a autoestima sofre impacto negativo significativo.

😰 Ansiedade social

Medo de situações sociais por antecipação de dificuldades comunicativas. Principalmente em ambientes ruidosos como restaurantes ou festas. Dessa forma, desenvolvem ansiedade antecipatória que limita ainda mais participação social. Ou seja, criam barreiras psicológicas além das limitações auditivas reais.

💔 Perda de independência

Dificuldade para atender telefone, assistir TV sozinho, participar de reuniões de trabalho. Todas essas limitações reduzem sensação de autonomia. Principalmente em idosos, essa perda de independência é fator de risco importante para depressão. Portanto, manter capacidade funcional é essencial para saúde mental.

⚠️ Sinais de alerta: quando procurar ajuda?

Muitas pessoas demoram anos para reconhecer que têm perda auditiva. Principalmente porque a evolução geralmente é gradual. Fique atento aos seguintes sinais:

🔊 Dificuldades de comunicação

  • Pedir para repetir frequentemente: “Como?” “O quê?” são frases constantes
  • Dificuldade em ambientes ruidosos: restaurantes, festas, locais movimentados
  • Não entender voz feminina ou infantil: vozes agudas são mais difíceis
  • Dificuldade ao telefone: não compreende bem conversas telefônicas
  • Perda de detalhes: consegue ouvir mas não entende claramente

📺 Comportamentos compensatórios

  • Volume da TV muito alto: família reclama do volume excessivo
  • Leitura labial: depende de ver o rosto da pessoa para entender
  • Posicionamento estratégico: sempre escolhe lugares específicos em reuniões
  • Evita conversas telefônicas: prefere mensagens de texto

👥 Impacto social e emocional

  • Evita eventos sociais: recusa convites com frequência
  • Responde inadequadamente: dá respostas que não fazem sentido
  • Parece distraído ou desatento: não é desatenção, é dificuldade auditiva
  • Irritabilidade aumentada: frustração com dificuldades comunicativas
  • Fadiga após conversações: esforço excessivo para compreender esgota

Se você reconhece três ou mais desses sinais em si mesmo ou em familiar, está na hora de buscar avaliação especializada. Afinal, quanto antes iniciar tratamento, melhores são os resultados.

🩺 Como é feita a avaliação?

A avaliação auditiva completa envolve várias etapas. Primeiramente, o otorrinolaringologista realizará:

📋 História clínica detalhada

Quando começou a dificuldade? Progressiva ou súbita? Há exposição a ruídos no trabalho? Uso de medicamentos ototóxicos? Histórico familiar de surdez? Dessa forma, o médico identifica possíveis causas e fatores de risco.

🔬 Exame físico otorrinolaringológico

Otoscopia para avaliar canal auditivo e membrana timpânica. Além disso, exame de nariz e garganta, pois problemas nessas regiões podem afetar audição. Portanto, avaliação completa da via aérea é fundamental.

📊 Exames audiológicos

  • Audiometria tonal: avalia limiares auditivos em diferentes frequências
  • Audiometria vocal: avalia capacidade de reconhecer palavras
  • Impedanciometria: avalia função do ouvido médio
  • Emissões otoacústicas: avaliam função das células ciliadas
  • BERA (potencial evocado auditivo): em casos selecionados

🧪 Exames complementares

Quando necessário, podem ser solicitados exames de imagem (tomografia, ressonância) ou laboratoriais. Principalmente para investigar causas específicas como tumores, doenças autoimunes ou distúrbios metabólicos. Assim, garante-se diagnóstico preciso e tratamento adequado.

💊 Opções de tratamento e reabilitação

O tratamento varia conforme tipo e grau de perda auditiva. Primeiramente, as principais opções são:

1️⃣ Aparelhos auditivos (AASI)

Dispositivos eletrônicos que amplificam sons de forma inteligente. Os modelos modernos são verdadeiras maravilhas tecnológicas:

  • Amplificação seletiva: amplificam frequências necessárias sem distorcer outras
  • Redução de ruído: filtram ruídos de fundo automaticamente
  • Direcionabilidade: focam na voz do interlocutor
  • Conectividade Bluetooth: conectam diretamente a celular e TV
  • Recarregáveis: eliminam necessidade de trocar pilhas
  • Discretos: modelos quase invisíveis

Principalmente, aparelhos auditivos não apenas melhoram audição, mas protegem função cognitiva. Ou seja, investimento em saúde cerebral a longo prazo.

2️⃣ Implantes cocleares

Para perdas auditivas severas a profundas que não respondem a aparelhos convencionais. Principalmente consiste em dispositivo eletrônico implantado cirurgicamente que estimula diretamente o nervo auditivo. Assim, possibilita recuperação auditiva mesmo em casos graves.

3️⃣ Implantes de orelha média

Indicados em casos específicos de perda auditiva condutiva ou mista. Dessa forma, vibram diretamente estruturas do ouvido médio, transmitindo som mais eficientemente.

4️⃣ Tratamento médico ou cirúrgico

Quando há causa tratável (infecção, otosclerose, colesteatoma, perfuração timpânica), o tratamento específico pode restaurar audição. Portanto, investigação adequada é fundamental para não perder oportunidades de reversão.

5️⃣ Reabilitação auditiva

Além de dispositivos, treinamento auditivo com fonoaudiólogo potencializa resultados. Principalmente ensina estratégias de comunicação, leitura labial e adaptação aos aparelhos. Assim, maximiza benefícios da tecnologia.

6️⃣ Suporte psicológico

Quando há impacto emocional significativo (depressão, ansiedade, isolamento), acompanhamento psicológico ou psiquiátrico é fundamental. Principalmente porque tratar apenas audição sem abordar componente emocional limita sucesso terapêutico. Portanto, abordagem multidisciplinar é ideal.

🛡️ Prevenção: proteja sua audição

Algumas causas de perda auditiva são preveníveis. Principalmente siga essas recomendações:

  • Proteja-se de ruídos intensos: use protetores auriculares em ambientes ruidosos (shows, obras, indústrias)
  • Controle volume de dispositivos: fones de ouvido não devem passar de 60% do volume máximo
  • Faça pausas: regra 60-60 (60% do volume por no máximo 60 minutos)
  • Controle doenças crônicas: diabetes, hipertensão e colesterol afetam circulação do ouvido
  • Evite medicamentos ototóxicos: quando possível, evite uso prolongado de anti-inflamatórios e antibióticos aminoglicosídeos
  • Não fume: tabagismo piora circulação e aumenta risco de perda auditiva
  • Faça check-ups auditivos: especialmente após 50 anos, audiometria anual
  • Vacine-se: algumas infecções (meningite, caxumba, sarampo) podem causar surdez

Dessa forma, você protege não apenas audição, mas também função cognitiva e saúde mental. Afinal, prevenção é sempre melhor que tratamento.

❤️ Impacto da reabilitação auditiva

Estudos consistentemente demonstram benefícios impressionantes da reabilitação auditiva. Primeiramente, usuários de aparelhos auditivos relatam:

✅ Benefícios cognitivos

  • Preservação da função cognitiva: redução significativa do risco de demência
  • Melhora de memória: menos esforço para ouvir libera capacidade mental
  • Maior atenção e concentração: redução da fadiga mental

✅ Benefícios emocionais

  • Redução de sintomas depressivos: melhora significativa do humor
  • Maior autoestima: recuperação da confiança social
  • Redução de ansiedade: menos medo de situações sociais

✅ Benefícios sociais

  • Retorno à vida social: participação em eventos e reuniões
  • Melhora nos relacionamentos: menos conflitos familiares
  • Maior independência: autonomia em atividades cotidianas

✅ Benefícios profissionais

  • Melhor desempenho no trabalho: comunicação mais eficiente
  • Participação em reuniões: contribuições mais assertivas
  • Segurança aumentada: percepção de alertas e avisos sonoros

Ou seja, reabilitação auditiva transforma vidas. Principalmente porque impactos positivos vão muito além de simplesmente “ouvir melhor”. Portanto, não subestime importância de tratar perda auditiva precocemente.

👨‍👩‍👧‍👦 Como a família pode ajudar?

Se você tem familiar com perda auditiva, seu apoio é fundamental. Primeiramente, siga essas recomendações:

  • Seja paciente: não demonstre irritação ao repetir
  • Fale claramente: articule bem sem gritar
  • Posicione-se adequadamente: fale de frente, com boa iluminação no rosto
  • Reduza ruído de fundo: desligue TV/rádio durante conversas
  • Chame atenção antes de falar: toque no braço antes de iniciar conversa
  • Incentive tratamento: acompanhe em consultas, ajude na adaptação aos aparelhos
  • Seja compreensivo: adaptação a aparelhos leva tempo
  • Inclua socialmente: não deixe pessoa isolada em eventos familiares

Dessa forma, você facilita tratamento e reduz impacto emocional da perda auditiva. Afinal, suporte familiar é um dos principais fatores de sucesso na reabilitação.

🚨 Não espere 6 anos!

Como vimos, estatística mostra que pessoas esperam em média seis anos após primeiros sinais para buscar ajuda. Esse atraso é prejudicial porque:

  • Aceleração do declínio cognitivo: cada ano sem tratamento aumenta risco de demência
  • Atrofia cerebral progressiva: áreas auditivas se degeneram permanentemente
  • Piora de depressão e isolamento: quanto mais tempo sozinho, mais difícil retomar vida social
  • Adaptação mais difícil: cérebro perde capacidade de processar sons adequadamente
  • Perda de oportunidades: profissionais e sociais

Portanto, ao primeiro sinal de dificuldade auditiva, procure avaliação especializada. Principalmente porque tratamento precoce traz melhores resultados e previne complicações irreversíveis. Ou seja, não espere – aja agora!

Conclusão 🎯

A perda auditiva em adultos vai muito além de simplesmente “não ouvir bem”. Principalmente está intimamente conectada com declínio cognitivo, desenvolvimento de demência e depressão. O estudo francês de 25 anos demonstrou inequivocamente que reabilitação auditiva tem efeito protetor contra essas condições devastadoras.

Felizmente, vivemos em era de extraordinários avanços tecnológicos. Aparelhos auditivos modernos são dispositivos sofisticados que não apenas restauram audição, mas protegem função cerebral e saúde mental. Além disso, são discretos, confortáveis e cada vez mais acessíveis.

Se você ou familiar apresenta sinais de perda auditiva, não espere seis anos. Procure avaliação otorrinolaringológica completa imediatamente. Afinal, você está protegendo não apenas sua audição, mas seu cérebro, sua saúde mental e sua qualidade de vida. Principalmente porque tratamento precoce faz toda diferença entre envelhecer com saúde cognitiva preservada ou desenvolver demência prematura.

Cuide da sua audição hoje para garantir mente saudável amanhã!

*Referência: “Death, Depression, Disability and Dementia associated with self-reported Hearing Problems: A 25-year Study” – The Journals of Gerontology, Series A: Biological Sciences and Medical Sciences, 2018

Saiba mais sobre perda auditiva.

📞 Agende sua avaliação auditiva completa!

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Dr. Lucas Zambon
Médico Otorrinolaringologista em Curitiba
CRM-PR 31209 | RQE 16825

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