PERDA AUDITIVA TEM REABILITAÇÃO !

Tratamento perda auditiva em CuritibaPerda auditiva em adultos: riscos de demência e depressão

Primeiramente, cerca de 15% dos americanos adultos têm algum distúrbio de audição, segundo o Instituto Nacional de Surdez e Outros Distúrbios da Comunicação (NIDCD). Além disso, essas dificuldades auditivas trazem consequências significativas sobre a vida cotidiana.

Principalmente porque as pessoas esperam em média seis anos depois dos sinais iniciais de perda de audição para tomar alguma providência. Consequentemente, esse atraso pode trazer riscos graves à saúde mental e cognitiva.

Perda auditiva e demência: a conexão científica

Primeiramente, um importante estudo francês* demonstrou uma relação alarmante entre deficiência auditiva não tratada e demência. Principalmente, a pesquisa mostrou que pessoas que afirmaram ter deficiência auditiva e não faziam reabilitação auditiva têm um risco significativamente maior de desenvolver demência.

Por outro lado, pessoas que tinham audição normal, ou que tinham deficiência auditiva mas faziam reabilitação auditiva (uso de aparelhos), apresentaram riscos muito menores. Portanto, o tratamento adequado da perda auditiva pode ser fundamental para prevenir demência.

 Depressão e isolamento social

Além disso, o mesmo estudo revelou dados preocupantes sobre depressão. Principalmente entre homens que relataram ter surdez e não faziam reabilitação auditiva: o risco de desenvolver sintomas depressivos era 43% maior do que pessoas sem deficiência auditiva.

Consequentemente, o isolamento social causado pela dificuldade de comunicação contribui significativamente para quadros depressivos. Ou seja, não ouvir bem leva a:

  • Evitar conversas e situações sociais
  • Sentimento de solidão e exclusão
  • Baixa autoestima
  • Irritabilidade e frustração
  • Declínio cognitivo progressivo

Portanto, tratar a perda auditiva não é apenas sobre “ouvir melhor” – é sobre prevenir consequências graves à saúde mental.

 Por que as pessoas demoram tanto para buscar ajuda?

Primeiramente, a perda auditiva geralmente acontece de forma gradual. Assim, muitas pessoas não percebem inicialmente a gravidade do problema. Além disso, existem fatores psicológicos importantes:

  • Negação: “Não estou tão surdo assim”
  • Estigma: “Aparelho auditivo é coisa de velho”
  • Adaptação: “Já me acostumei a pedir para repetir”
  • Custo: “Aparelhos auditivos são caros”
  • Desinformação: “Não tem tratamento mesmo”

No entanto, essa espera de 6 anos em média pode ter consequências irreversíveis. Principalmente porque o cérebro vai “desaprendendo” a processar sons durante esse período.

 Sinais de alerta para perda auditiva em adultos

Você deve ficar atento se:

  • Pede para as pessoas repetirem com frequência
  • Tem dificuldade de entender conversas em ambientes barulhentos
  • Aumenta o volume da TV mais que outras pessoas
  • Sente que as pessoas “falam baixo” ou “enrolam as palavras”
  • Tem dificuldade de ouvir ao telefone
  • Evita situações sociais pela dificuldade de comunicação
  • Familiares reclamam que você não ouve bem
  • Tem zumbido no ouvido (tinnitus)

Nesse caso, principalmente se você identificou 3 ou mais sinais, procure avaliação especializada o quanto antes.

 Quando procurar um otorrinolaringologista?

Primeiramente, a avaliação auditiva deve ser feita sempre que houver suspeita de perda auditiva. Principalmente porque o diagnóstico precoce permite melhores resultados na reabilitação.

Além disso, você deve buscar avaliação urgente se apresentar:

  • Perda auditiva súbita (emergência médica!)
  • Perda auditiva em apenas um ouvido
  • Zumbido persistente ou pulsátil
  • Tontura associada à perda auditiva
  • Dor de ouvido com perda auditiva
  • Secreção no ouvido
  • Histórico de exposição a ruído intenso

Portanto, o otorrinolaringologista realizará exames específicos (audiometria, impedanciometria) para avaliar o tipo e grau da perda auditiva. Consequentemente, poderá indicar o tratamento mais adequado.

 Reabilitação auditiva: aparelhos e implantes

Atualmente, existem diversas opções de tratamento para perda auditiva:

  • Aparelhos auditivos digitais: modernos, discretos e eficientes
  • Implantes cocleares: para perdas auditivas severas/profundas
  • Aparelhos de condução óssea: para alguns tipos específicos
  • Tratamento médico: quando há causa tratável

Principalmente, a tecnologia dos aparelhos auditivos evoluiu enormemente. Assim, existem modelos praticamente invisíveis, com conexão bluetooth, recarga USB, e ajustes automáticos para diferentes ambientes.

 O estudo científico: evidências robustas

O estudo mencionado, “Death, Depression, Disability and Dementia associated with self-reported Hearing Problems: A 25-year Study”, foi publicado na revista científica Journals of Gerontology: Medical Sciences em janeiro de 2018.

Primeiramente, trata-se de um estudo longitudinal de 25 anos, acompanhando milhares de participantes. Consequentemente, os resultados têm alta validade científica. Principalmente porque demonstram claramente os riscos da perda auditiva não tratada.

Conclusão

Portanto, se você ou algum familiar apresenta sinais de perda auditiva, não espere os 6 anos de média que a maioria das pessoas espera. Primeiramente, procure avaliação especializada o quanto antes.

Principalmente porque o tratamento precoce pode prevenir consequências graves como demência (risco aumentado) e depressão (43% maior risco em homens). Além disso, quanto antes iniciar a reabilitação auditiva, melhores serão os resultados.

Consequentemente, você manterá sua qualidade de vida, conexões sociais e saúde mental preservadas. Afinal, ouvir bem é fundamental para viver bem!

Saiba mais sobre perda auditiva .

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Leia também outras dúvidas frequentes sobre otorrinolaringologia

Referência científica:
* “Death, Depression, Disability and Dementia associated with self-reported Hearing Problems: A 25-year Study” – Journals of Gerontology: Medical Sciences, January 2018.

Dr. Lucas Zambon
Médico Otorrinolaringologista em Curitiba
CRM-PR 31209 | RQE 16825

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