ZUMBIDO (TINNITUS) NO OUVIDO O QUE FAZER ?

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ZUMBIDO (TINNITUS) NO OUVIDO O QUE FAZER ?

Zumbido no ouvido - Tinnitus | Dr Lucas Zambon

Zumbido no ouvido (tinnitus): causas, tratamentos e impacto na qualidade de vida 👂🔊

Você já experimentou aquela sensação estranha de ouvir sons que ninguém mais escuta? Ruído semelhante a um grilo cantando, buzina distante, batidas de asa de borboleta, som do coração pulsando ou assobio constante no ouvido. Embora você seja a única pessoa que percebe tal ruído, isso não significa que seja fruto de sua imaginação. Esse fenômeno tem nome: tinnitus, ou simplesmente zumbido.

🔬 O zumbido é normal ou doença?

Primeiramente, precisamos entender um fato surpreendente. Segundo estudo clássico de Heller e Bergman realizado em 1953, 94% de pessoas com audição normal relataram ouvir algum tipo de zumbido quando colocadas em ambiente de completo silêncio. Ou seja, até mesmo quem tem audição perfeita pode experimentar essa sensação em condições especiais.

Entretanto, em 6% a 20% da população adulta o sintoma se torna crônico. Principalmente nesses casos, de 1% a 3% há comprometimento significativo da qualidade de vida. Consequentemente, o zumbido deixa de ser apenas um incômodo ocasional e passa a afetar profundamente o cotidiano.

Portanto, o tinnitus pode ser tanto um sintoma ocasional e benigno quanto um problema persistente que requer tratamento especializado. Afinal, a intensidade e o impacto variam muito entre os pacientes.

✅ Principais causas do zumbido no ouvido

As causas de tinnitus são extremamente variadas. Principalmente porque o zumbido é um sintoma, não uma doença isolada. Assim, pode ser desencadeado por nove categorias principais:

1️⃣ Perda auditiva

A causa mais comum de zumbido. Principalmente relacionada à idade (presbiacusia), quando as células ciliadas da cóclea (ouvido interno) começam a se degenerar naturalmente. Além disso, perdas auditivas por outras causas também podem gerar o sintoma.

2️⃣ Exposição a ruídos intensos

Shows de música, fones de ouvido em volume alto, ambientes industriais sem proteção adequada. Consequentemente, a exposição crônica ou aguda a sons muito altos danifica permanentemente as estruturas auditivas. Por isso, músicos e trabalhadores de indústrias são grupos de risco.

3️⃣ Medicamentos ototóxicos

Alguns medicamentos podem ser tóxicos para o ouvido. Principalmente antibióticos aminoglicosídeos (gentamicina, amicacina), anti-inflamatórios em uso prolongado, aspirina em altas doses, alguns quimioterápicos. Dessa forma, o uso desses fármacos requer acompanhamento médico rigoroso.

4️⃣ Doenças metabólicas

Diabetes, hipertensão arterial, alterações na tireoide (hipo ou hipertireoidismo), colesterol alto. Todas essas condições podem afetar a microcirculação do ouvido interno. Ou seja, o controle dessas doenças pode melhorar significativamente o zumbido.

5️⃣ Estresse e ansiedade

Estados emocionais alterados pioram consideravelmente a percepção do zumbido. Principalmente porque o estresse aumenta a atenção ao sintoma, criando um ciclo vicioso: quanto mais ansioso, mais percebe o zumbido, e quanto mais percebe, mais ansioso fica. Assim, o componente emocional é fundamental no tratamento.

6️⃣ Lesões traumáticas

Traumas na cabeça ou pescoço podem afetar diretamente o sistema auditivo ou os nervos relacionados. Além disso, acidentes com impacto direto no ouvido também podem desencadear tinnitus permanente. Portanto, sempre use capacete e cintos de segurança.

7️⃣ Disfunção da ATM

Problemas na articulação temporomandibular (ATM) frequentemente causam zumbido. Principalmente porque essa articulação está anatomicamente muito próxima ao ouvido. Da mesma forma, bruxismo (ranger de dentes) pode estar associado. Nesse caso, tratamento com dentista especialista é fundamental.

8️⃣ Obstrução por cera

Acúmulo excessivo de cerúmen (cera de ouvido) pode obstruir completamente o canal auditivo. Consequentemente, além de perda auditiva, pode gerar zumbido. Felizmente, essa é uma das causas mais fáceis de resolver – basta a remoção correta pelo otorrinolaringologista.

9️⃣ Problemas cardiovasculares

Em alguns casos específicos, o zumbido é pulsátil (sincronizado com os batimentos cardíacos). Ou seja, você literalmente ouve seu próprio coração batendo dentro do ouvido. Nesses casos, pode haver problemas vasculares que requerem investigação cuidadosa com exames de imagem.

Dessa forma, identificar a causa específica é fundamental para o tratamento adequado. Afinal, cada etiologia requer abordagem diferenciada.

😔 Impacto na qualidade de vida

Muitos que sofrem de tinnitus crônico experimentam problemas psicológicos, físicos e sociais significativos. Principalmente porque o som incessante afeta múltiplas áreas da vida:

🧠 Estresse constante

O som incessante gera estresse crônico. Principalmente porque a pessoa não consegue “desligar” o barulho, mesmo em momentos de descanso. Consequentemente, os níveis de cortisol (hormônio do estresse) permanecem elevados cronicamente. Por isso, técnicas de gerenciamento de estresse são fundamentais.

😴 Fadiga e distúrbios do sono

Dificuldade para adormecer é uma das queixas mais frequentes. Principalmente porque o zumbido fica mais perceptível no silêncio da noite. Além disso, o sono fragmentado leva à fadiga diurna, redução da produtividade e piora do humor. Assim, a qualidade do sono é um dos aspectos mais afetados.

😢 Problemas emocionais

Irritabilidade, frustração, sensação de impotência são comuns. Principalmente quando os tratamentos iniciais não trazem alívio imediato. Dessa forma, o impacto emocional pode ser devastador se não houver suporte adequado.

😞 Depressão

Em casos graves, o tinnitus pode levar a quadros depressivos. Principalmente quando há isolamento social e perda de interesse em atividades prazerosas. Ou seja, o componente psiquiátrico não pode ser negligenciado. Portanto, avaliação multidisciplinar é frequentemente necessária.

👥 Isolamento social

Muitos pacientes evitam ambientes sociais barulhentos ou muito silenciosos. Consequentemente, reduzem participação em eventos, reuniões familiares e atividades de lazer. Afinal, o medo de piorar o sintoma ou a vergonha de não ouvir bem criam barreiras sociais importantes.

💼 Impacto profissional

Dificuldade de concentração, redução da produtividade, absenteísmo. Principalmente em profissões que exigem alta concentração ou comunicação constante. Assim, o impacto econômico também é relevante.

🩺 Como é feito o diagnóstico?

A avaliação do zumbido requer investigação detalhada. Primeiramente, o otorrinolaringologista realizará:

📋 História clínica completa

Características do zumbido (tipo de som, intensidade, lateralidade), tempo de duração, fatores de melhora ou piora. Além disso, histórico de exposição a ruídos, uso de medicamentos, doenças associadas. Ou seja, uma anamnese minuciosa é o primeiro passo fundamental.

🔬 Exame físico

Otoscopia (exame do ouvido), avaliação da ATM, ausculta cervical (em casos de zumbido pulsátil). Dessa forma, causas simples como cera ou infecções podem ser identificadas imediatamente.

📊 Exames complementares

  • Audiometria: avalia audição e identifica perdas auditivas
  • Impedanciometria: avalia função do ouvido médio
  • Emissões otoacústicas: avaliam função das células ciliadas
  • Acufenometria: caracteriza frequência e intensidade do zumbido
  • Exames de imagem (tomografia, ressonância): quando necessário investigar causas estruturais
  • Exames laboratoriais: glicemia, perfil lipídico, função tireoidiana, vitaminas

Portanto, a investigação deve ser abrangente para identificar causas tratáveis. Afinal, cerca de 90% dos casos de tinnitus têm alguma causa identificável.

💊 Opções de tratamento

Embora não exista “cura mágica” para todos os casos de zumbido, existem diversas estratégias terapêuticas eficazes. Principalmente porque o tratamento deve ser individualizado conforme a causa e o impacto na qualidade de vida:

1️⃣ Tratamento da causa base

Se identificada causa tratável (cera, infecção, medicamento ototóxico, doença metabólica), o tratamento específico deve ser priorizado. Consequentemente, muitos casos melhoram significativamente ou resolvem completamente com essa abordagem.

2️⃣ Aparelhos auditivos

Em pacientes com perda auditiva associada, aparelhos auditivos são extremamente eficazes. Principalmente porque amplificam os sons ambientais, “mascarando” o zumbido. Além disso, melhoram a comunicação e reduzem o isolamento social. Ou seja, benefícios múltiplos com uma única intervenção.

3️⃣ Terapia sonora (sound therapy)

Uso de sons ambientais neutros (ruído branco, sons da natureza, músicas suaves) para competir com o zumbido. Principalmente eficaz à noite para dormir. Dessa forma, o cérebro aprende a focar nos sons externos ao invés do zumbido interno.

4️⃣ Terapia de retreinamento do zumbido (TRT)

Combinação de terapia sonora com aconselhamento. Principalmente visa habituar o cérebro ao zumbido, reduzindo a percepção e o incômodo. Ou seja, não elimina o som, mas reduz drasticamente o impacto emocional. Afinal, muitos pacientes relatam que “o zumbido ainda existe, mas não me incomoda mais”.

5️⃣ Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

Abordagem psicológica que modifica padrões de pensamento e comportamento relacionados ao zumbido. Principalmente eficaz em casos com forte componente emocional. Além disso, ensina estratégias de enfrentamento e gerenciamento do estresse. Assim, reduz significativamente a angústia associada ao sintoma.

6️⃣ Medicamentos

Não há medicamento específico que “cure” o zumbido. Entretanto, alguns fármacos podem ajudar em situações específicas:

  • Antidepressivos: em casos com depressão ou ansiedade grave associadas
  • Ansiolíticos: uso pontual para controle de ansiedade aguda
  • Vasodilatadores: em casos selecionados de zumbido vascular
  • Suplementos: vitaminas do complexo B, magnésio, zinco (quando há deficiência comprovada)

Portanto, a medicação é sempre coadjuvante, nunca o tratamento principal.

7️⃣ Mudanças no estilo de vida

Medidas simples mas muito eficazes:

  • Evitar ambientes muito silenciosos: mantenha ruído de fundo suave
  • Reduzir cafeína e álcool: podem piorar o zumbido
  • Parar de fumar: o tabagismo piora a circulação do ouvido interno
  • Controlar estresse: técnicas de relaxamento, meditação, yoga
  • Exercícios físicos regulares: melhoram circulação e reduzem ansiedade
  • Higiene do sono: rotina regular, ambiente adequado
  • Evitar exposição a ruídos intensos: use protetores auriculares quando necessário

Ou seja, pequenas mudanças podem ter grande impacto.

8️⃣ Tratamentos alternativos

Algumas terapias complementares podem auxiliar:

  • Acupuntura: alguns estudos mostram benefícios
  • Fisioterapia: especialmente em casos relacionados à ATM ou coluna cervical
  • Mindfulness: atenção plena reduz o impacto emocional

Entretanto, sempre consulte seu médico antes de iniciar qualquer terapia alternativa. Afinal, a abordagem deve ser integrada e segura.

🚨 Quando procurar ajuda urgente?

Você deve buscar avaliação otorrinolaringológica urgente se apresentar:

  • Zumbido súbito e intenso: especialmente se associado a perda auditiva aguda
  • Zumbido pulsátil: sincronizado com batimentos cardíacos
  • Zumbido em apenas um ouvido: pode indicar problemas mais sérios
  • Zumbido associado a tontura intensa: pode ser labirintite ou outras doenças
  • Zumbido com perda auditiva súbita: requer tratamento imediato
  • Zumbido com dor de cabeça persistente: pode haver problemas neurológicos
  • Pensamentos de autoagressão: procure ajuda psiquiátrica imediatamente

Principalmente nesses casos, o tempo é fundamental. Ou seja, não espere o sintoma piorar para buscar ajuda especializada.

🛡️ Como prevenir o zumbido?

Algumas medidas simples ajudam na prevenção:

  • Proteja seus ouvidos: use protetores auriculares em ambientes ruidosos
  • Controle o volume: não use fones de ouvido acima de 60% do volume máximo
  • Faça pausas: se trabalha em ambiente ruidoso, faça intervalos em locais silenciosos
  • Cuide da saúde geral: controle diabetes, hipertensão, colesterol
  • Evite automedicação: alguns medicamentos podem causar zumbido
  • Gerencie o estresse: técnicas de relaxamento diárias
  • Durma bem: 7-8 horas por noite em ambiente adequado
  • Exercite-se regularmente: atividade física melhora circulação e humor
  • Evite cigarro e álcool em excesso: prejudicam a saúde auditiva

Portanto, a prevenção é sempre o melhor caminho. Principalmente porque algumas perdas auditivas e zumbidos são irreversíveis. Assim, proteger sua audição hoje garante qualidade de vida no futuro.

🎯 Mensagem de esperança

Se você sofre com zumbido, saiba que não está sozinho. Milhões de pessoas em todo o mundo convivem com esse sintoma. Embora não exista solução única para todos os casos, a grande maioria dos pacientes obtém melhora significativa com tratamento adequado.

Primeiramente, aceite que o zumbido pode fazer parte da sua vida, mas não precisa dominá-la. Além disso, busque ajuda especializada – quanto antes iniciar o tratamento, melhores são os resultados. Principalmente porque o cérebro tem grande capacidade de adaptação (neuroplasticidade).

Muitos pacientes relatam que, após tratamento, conseguem viver normalmente mesmo ainda percebendo o zumbido ocasionalmente. Ou seja, o incômodo diminui drasticamente. Portanto, não desista – há esperança e há tratamento disponível.

Conclusão 💡

O zumbido no ouvido (tinnitus) é um sintoma comum que afeta milhões de pessoas. Principalmente pode ter diversas causas, desde perda auditiva até estresse crônico. Embora seja um desafio, não é uma sentença de sofrimento perpétuo.

Com avaliação adequada, identificação da causa e tratamento individualizado, a maioria dos pacientes obtém melhora significativa da qualidade de vida. Principalmente porque as estratégias terapêuticas modernas são eficazes em reduzir o impacto do sintoma.

Se o zumbido já visitou seu ouvido e resolveu ficar por tempo prolongado, não espere mais. Procure um otorrinolaringologista para avaliação completa. Afinal, você merece viver sem esse incômodo constante!

Saiba mais sobre zumbido.

📞 Agende sua avaliação com um especialista!

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Dr. Lucas Zambon
Médico Otorrinolaringologista em Curitiba
CRM-PR 31209 | RQE 16825

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