SINUSITE – O QUE EU TENHO QUE SABER?

Back to Blog
Sinusites em Curitiba

SINUSITE – O QUE EU TENHO QUE SABER?

Sinusite (rinossinusite): sintomas, causas e tratamentos completos 🤧👃


Sinusite te incomoda constantemente e você não sabe mais o que fazer? Primeiramente, compreender corretamente essa condição é fundamental para buscar tratamento adequado e alívio duradouro. Principalmente porque termo “sinusite” é usado popularmente para descrever múltiplas situações diferentes que requerem abordagens distintas. Ou seja, conhecimento preciso sobre rinossinusite transforma queixas vagas em diagnóstico direcionado e tratamento eficaz.

🔬 O que é rinossinusite? Por que não chamamos apenas de sinusite?

Sinusite, atualmente chamada de rinossinusite (RS), reflete mudança importante na compreensão médica dessa condição. Principalmente porque descobrimos que inflamação dos seios da face SEMPRE envolve simultaneamente mucosa nasal. Ou seja, não existe sinusite isolada sem rinite associada – daí termo mais correto rinossinusite.

Anatomia básica: entendendo os seios da face

Rinossinusite é inflamação da mucosa do nariz e dos seios da face. Principalmente seios da face são cavidades ocas dentro do rosto que são revestidas por mucosa respiratória – mesmo tecido que reveste interior do nariz. Entretanto, muitas pessoas desconhecem que temos múltiplos pares de seios paranasais:

  • Seios maxilares: maiores, localizados nas maçãs do rosto (região malar), abaixo dos olhos
  • Seios frontais: na testa, acima das sobrancelhas
  • Seios etmoidais: entre os olhos, múltiplas células pequenas (10-15 de cada lado)
  • Seios esfenoidais: mais profundos, atrás da cavidade nasal, próximos à base do crânio

Consequentemente, essas cavidades comunicam-se com nariz através de pequenos orifícios (óstios) que permitem drenagem de secreções e ventilação. Assim, quando esses óstios ficam obstruídos por inflamação, secreções acumulam-se dentro dos seios causando sintomas característicos. Portanto, compreender anatomia ajuda entender por que tratamento visa restabelecer drenagem e ventilação adequadas.

Função dos seios paranasais:

Além disso, seios da face têm funções importantes:

  • Redução de peso do crânio: cavidades preenchidas com ar tornam ossos faciais mais leves
  • Aquecimento e umidificação do ar: aumentam superfície de mucosa que condiciona ar inspirado
  • Ressonância vocal: contribuem para timbre e qualidade da voz
  • Isolamento térmico: protegem estruturas nobres (olhos, cérebro) de variações térmicas
  • Absorção de impactos: crumple zones naturais que protegem em traumas faciais

🩺 Sintomas principais de rinossinusite

Mucosa produz muco, e por isso principais sintomas da rinossinusite são relacionados a essa produção excessiva e inflamação. Principalmente reconhecer sintomas cardinais ajuda diferenciar rinossinusite de outras condições nasais:

✅ 1. Obstrução nasal (nariz entupido)

Sintoma mais comum e incômodo:

  • Característica: sensação de nariz bloqueado, dificuldade de respirar pelo nariz, alternância entre narinas
  • Mecanismo: edema (inchaço) da mucosa nasal + acúmulo de secreções obstruem passagem de ar
  • Impacto: respiração oral forçada causa secura de boca, ronco, sono não reparador, cansaço diurno
  • Duração: pode ser intermitente (vai e volta) ou constante dependendo da causa

✅ 2. Secreção nasal (catarro/rinorreia)

Produção excessiva de muco:

  • Característica: corrimento nasal anterior (sai pelas narinas) ou posterior (escorre pela garganta – gotejamento pós-nasal)
  • Coloração diagnóstica: clara/transparente (viral/alérgica), amarelada/esverdeada (bacteriana), espessa (crônica)
  • Gotejamento pós-nasal: causa tosse crônica, pigarro constante, irritação de garganta, mau hálito
  • Volume: pode ser discreto ou abundante necessitando lenços/papel constantemente

✅ 3. Alteração do olfato (hiposmia/anosmia)

Perda ou diminuição da capacidade de sentir cheiros:

  • Hiposmia: redução da capacidade olfativa – cheiros ficam mais fracos
  • Anosmia: perda completa do olfato – não sente cheiro nenhum
  • Parosmia: distorção de cheiros – sente odores diferentes do real (frequente pós-viral)
  • Cacosmia: sentir mal cheiro persistente que não existe (geralmente infecção crônica)
  • Impacto: perda de paladar associada (sabor depende 80% do olfato), prejuízo na qualidade de vida, risco de não detectar perigos (gás, comida estragada, fumaça)

✅ 4. Dor em face (dor facial/pressão facial)

Sensação de peso, pressão ou dor no rosto:

  • Localização típica: depende do seio acometido – testa (frontal), maçãs do rosto (maxilar), entre olhos (etmoidal), profunda atrás dos olhos (esfenoidal)
  • Característica: peso, pressão, plenitude, dor surda e constante
  • Piora: ao abaixar a cabeça, mudanças bruscas de posição, mastigação, pressão local
  • Melhora: drenagem de secreções, descongestionantes, posição ereta
  • Dor de cabeça associada: cefaleia frontal, periorbitária ou difusa

Sintomas adicionais frequentes:

Além disso, outros sintomas comumente associados incluem:

  • Tosse: especialmente noturna ou matinal por gotejamento pós-nasal
  • Febre: geralmente baixa em viral, alta (>38.5°C) sugere infecção bacteriana
  • Mal-estar geral: fadiga, prostração, sensação de “gripado”
  • Halitose: mau hálito por secreções infectadas
  • Dor dentária superior: raízes dos dentes molares superiores penetram no assoalho do seio maxilar
  • Lacrimejamento: por obstrução do ducto nasolacrimal
  • Pressão/dor auricular: por disfunção tubária associada

Consequentemente, combinação e intensidade desses sintomas orientam diagnóstico e gravidade. Assim, não é necessário ter todos sintomas simultaneamente – mas presença de 2 ou mais sintomas cardinais por período específico sugere rinossinusite.

🦠 Classificação por origem: múltiplas causas possíveis

Rinossinusites podem ser classificadas quanto à origem em múltiplas categorias. Principalmente identificar causa subjacente é crucial para tratamento apropriado:

1️⃣ Rinossinusite viral

Causa mais comum – maioria absoluta dos casos agudos:

  • Agentes: rinovírus (mais comum), coronavírus, influenza, parainfluenza, adenovírus, outros
  • Epidemiologia: adultos têm 2-5 episódios/ano, crianças 6-8 episódios/ano
  • Sintomas: obstrução nasal, rinorreia clara inicial, espirros, dor de garganta, febre baixa
  • Duração típica: 7-10 dias, melhora progressiva após pico no dia 3-5
  • Tratamento: sintomático (analgésicos, descongestionantes, lavagem nasal) – antibióticos NÃO funcionam
  • Complicação: 0.5-2% evoluem para rinossinusite bacteriana secundária

2️⃣ Rinossinusite bacteriana

Menos comum que viral, mas requer antibiótico:

  • Agentes: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis, Staphylococcus aureus
  • Origem: primária (rara) ou secundária após viral (mais comum)
  • Sintomas sugestivos: sintomas >10 dias sem melhora OU piora após 5-7 dias de melhora inicial OU sintomas graves desde início (febre alta >39°C, secreção purulenta abundante, dor facial intensa)
  • Secreção: amarelada, esverdeada, espessa, purulenta
  • Tratamento: antibióticos (amoxicilina, amoxicilina-clavulanato, azitromicina conforme caso) + sintomáticos
  • Duração: melhora esperada em 48-72h de antibiótico adequado

3️⃣ Rinossinusite fúngica

Menos comum, múltiplas apresentações:

  • Tipo alérgica (mais comum): reação alérgica a fungos presentes em seios, mucina espessa acastanhada, pólipos nasais frequentes, requer cirurgia + corticoides
  • Tipo bola fúngica (micetoma): crescimento saprofítico de fungos em seio (geralmente maxilar), massa fúngica, requer remoção cirúrgica
  • Tipo invasiva aguda: EMERGÊNCIA médica em imunossuprimidos (diabetes descompensado, quimioterapia, HIV), fungos invadem tecidos causando necrose, alta mortalidade, requer cirurgia urgente + antifúngicos sistêmicos
  • Tipo invasiva crônica: progressão lenta em imunocompetentes, pode invadir órbita e crânio

4️⃣ Rinossinusite alérgica

Associada a rinite alérgica:

  • Mecanismo: exposição a alérgenos (pólen, ácaros, pelos de animais, fungos) causa inflamação alérgica de mucosa nasosinusal
  • Sintomas adicionais: espirros em salva, prurido nasal/ocular/palato, lacrimejamento, conjuntivite
  • Padrão: sazonal (pólen) ou perene (ácaros, pelos)
  • Secreção: clara, aquosa, abundante
  • Tratamento: controle ambiental, anti-histamínicos, corticoides nasais, imunoterapia (vacinas)

5️⃣ Rinossinusite de origem genética

Condições hereditárias predispõem:

  • Fibrose cística: mutação genética causa secreções extremamente espessas que obstruem seios, rinossinusites recorrentes desde infância, pólipos nasais precoces
  • Discinesia ciliar primária (Síndrome de Kartagener): cílios da mucosa não funcionam adequadamente, drenagem prejudicada, rinossinusites crônicas + otites + bronquiectasias
  • Imunodeficiências primárias: deficiências de IgA, IgG, complemento – infecções recorrentes
  • Diagnóstico: testes genéticos, dosagem de imunoglobulinas, teste do suor (fibrose cística)

6️⃣ Rinossinusite autoimune

Doenças autoimunes afetam seios paranasais:

  • Granulomatose com poliangiite (Wegener): vasculite sistêmica, rinossinusite crônica com crostas hemorrágicas, perfuração septal, destruição óssea
  • Síndrome de Churg-Strauss: asma + eosinofilia + rinossinusite com pólipos
  • Sarcoidose: doença granulomatosa sistêmica pode acometer seios
  • Diagnóstico: biópsia, exames autoimunes (ANCA, FAN), correlação com manifestações sistêmicas
  • Tratamento: imunossupressores (corticoides sistêmicos, metotrexate, rituximab conforme caso)

7️⃣ Rinossinusite secundária a tumores

Tumores benignos ou malignos obstruem drenagem:

  • Pólipos nasais: crescimentos benignos da mucosa inflamada, obstrução progressiva bilateral, associados a asma/alergia
  • Papiloma invertido: tumor benigno mas localmente agressivo, geralmente unilateral, potencial maligno (5-15%)
  • Carcinomas: carcinoma espinocelular, adenocarcinoma (madeireiros, exposição a pó), melanoma, outros
  • Sintomas de alerta: obstrução unilateral progressiva, sangramento nasal recorrente, massa visível, dor intensa, alterações visuais
  • Diagnóstico: endoscopia nasal, biópsia, tomografia/ressonância
  • Tratamento: cirurgia, radioterapia, quimioterapia conforme tipo e estágio

Portanto, lista demonstra complexidade etiológica. Principalmente cada causa requer abordagem terapêutica específica – não existe tratamento universal para “sinusite”. Consequentemente, diagnóstico preciso é passo fundamental antes de iniciar tratamento.

⏱️ Classificação temporal: aguda vs crônica

Também levamos em conta questão temporal para classificar rinossinusites. Principalmente duração dos sintomas influencia diagnóstico diferencial e abordagem terapêutica:

✅ Rinossinusite aguda (tempo menor que 12 semanas)

Subdivisões por duração:

  • Aguda (propriamente dita): <4 semanas de sintomas
  • Subaguda: 4-12 semanas de sintomas
  • Aguda recorrente: ≥4 episódios/ano de rinossinusite aguda, cada episódio <4 semanas, com resolução completa entre episódios

Características da fase aguda:

  • Início relativamente súbito dos sintomas
  • Geralmente precedida por infecção viral de vias aéreas superiores
  • Sintomas mais intensos: febre, dor facial, secreção purulenta
  • Resposta rápida ao tratamento adequado
  • Resolução completa esperada com tratamento

✅ Rinossinusite crônica (tempo maior que 12 semanas)

Persistência por mais de 3 meses:

  • Definição: ≥12 semanas de sintomas contínuos (2 ou mais sintomas cardinais) apesar de tratamento adequado
  • Com pólipos nasais: rinossinusite crônica com polipose nasosinusal (RSCcPN)
  • Sem pólipos nasais: rinossinusite crônica sem polipose (RSCsPN)

Características da fase crônica:

  • Sintomas menos intensos mas persistentes ou recorrentes
  • Dor facial geralmente menos proeminente que na aguda
  • Obstrução nasal e alteração olfativa mais marcantes
  • Qualidade de vida significativamente prejudicada (similar a doenças crônicas como diabetes, insuficiência cardíaca)
  • Resposta mais lenta e menos completa ao tratamento clínico
  • Frequentemente requer cirurgia quando tratamento clínico otimizado falha
  • Alterações mucosas irreversíveis (remodelamento, fibrose)

Consequentemente, cronificação altera abordagem terapêutica significativamente. Assim, rinossinusite aguda geralmente resolve com tratamento clínico (sintomáticos, antibióticos quando indicado), enquanto crônica frequentemente requer corticoides nasais prolongados, lavagens nasais regulares, investigação de fatores predisponentes e eventualmente cirurgia. Portanto, duração dos sintomas não é mero detalhe – define categoria diagnóstica e tratamento.

🔬 Diagnóstico: como rinossinusite é identificada

Devemos estabelecer diagnóstico preciso antes de definir tratamento. Principalmente diagnóstico de rinossinusite é predominantemente clínico, baseado em história e exame físico, complementado por exames quando necessário:

📋 Anamnese detalhada:

  • Sintomas: quais, intensidade, duração, padrão temporal
  • Fatores desencadeantes: resfriados, alergias, exposições ambientais
  • Tratamentos prévios: o que já usou, resposta obtida
  • Comorbidades: asma, alergias, imunodeficiências, diabetes
  • Histórico familiar: atopia, fibrose cística

👃 Exame físico otorrinolaringológico:

  • Rinoscopia anterior: visualização das fossas nasais com espéculo
  • Endoscopia nasal: exame com endoscópio rígido ou flexível – avalia mucosa, identifica secreção purulenta, pólipos, desvios, massas
  • Palpação facial: dor à pressão sobre seios (menos sensível e específico)
  • Oroscopia: gotejamento pós-nasal visível em parede posterior da faringe

📸 Exames de imagem:

  • Tomografia computadorizada (TC) de seios paranasais: PADRÃO-OURO para avaliar anatomia, extensão da doença, planejamento cirúrgico. Indicada em: rinossinusite crônica, falha de tratamento, suspeita de complicações, planejamento pré-cirúrgico
  • Raio-X de seios da face: sensibilidade limitada, praticamente em desuso – TC substituiu
  • Ressonância magnética: indicada quando suspeita de complicações (celulite orbitária, abscesso, trombose), tumores, rinossinusite fúngica invasiva

🧪 Exames complementares selecionados:

  • Cultura de secreção: punção de seio maxilar guiada (raramente feita) ou coleta endoscópica do meato médio – orienta antibioticoterapia em casos refratários
  • Testes alérgicos: prick test ou IgE específica quando componente alérgico suspeito
  • Dosagem de imunoglobulinas: quando suspeita de imunodeficiência
  • Teste do suor: se suspeita de fibrose cística
  • Biópsia: quando suspeita de tumor, granulomatose, rinossinusite fúngica

Assim, investigação é direcionada conforme apresentação clínica. Principalmente maioria dos casos agudos não requer exames complementares – diagnóstico é clínico. Entretanto, casos crônicos, recorrentes ou atípicos justificam investigação mais aprofundada.

💊 Tratamento: clínico, cirúrgico ou ambos

Devemos definir tratamento que pode ser clínico, cirúrgico ou ambos. Principalmente abordagem depende de classificação (aguda vs crônica), etiologia (viral, bacteriana, alérgica, etc) e gravidade:

💊 Tratamento clínico da rinossinusite aguda viral:

  • Analgésicos/antitérmicos: paracetamol, dipirona para dor e febre
  • Descongestionantes nasais tópicos: oximetazolina, nafazolina – máximo 5-7 dias (uso prolongado causa rinite medicamentosa)
  • Lavagem nasal com solução salina: 2-4x/dia, remove secreções, umidifica mucosa
  • Hidratação oral abundante: fluidifica secreções
  • Repouso relativo: facilita recuperação
  • NÃO usar antibióticos: vírus não respondem a antibióticos, uso desnecessário aumenta resistência bacteriana

💊 Tratamento clínico da rinossinusite aguda bacteriana:

  • Antibióticos: amoxicilina (primeira escolha), amoxicilina-clavulanato (se falha inicial ou fatores de risco), azitromicina/claritromicina (alérgicos a penicilina), levofloxacino (casos graves) – duração 7-10 dias adultos, 10-14 dias crianças
  • Corticoides nasais: mometasona, fluticasona – reduzem inflamação e edema
  • Lavagem nasal: fundamental, 3-4x/dia
  • Analgésicos: conforme necessidade
  • Descongestionantes: curto prazo se muito sintomático

💊 Tratamento clínico da rinossinusite crônica:

  • Corticoides nasais tópicos: PILAR do tratamento – mometasona, fluticasona, budesonida – uso contínuo por 3-6 meses mínimo
  • Lavagem nasal abundante: volume alto (250-500ml/narina), 2-3x/dia, solução salina hipertônica frequentemente mais eficaz
  • Antibióticos prolongados: macrolídeos (azitromicina) 3x/semana por 12 semanas – efeito anti-inflamatório além de antibiótico
  • Corticoides sistêmicos: prednisona cursos curtos (1-3 semanas) em exacerbações ou polipose extensa
  • Antileucotrienos: montelucaste – especialmente se asma associada
  • Tratamento de comorbidades: rinite alérgica, refluxo gastroesofágico, asma
  • Controle ambiental: evitar tabagismo, poluentes, alérgenos

✂️ Tratamento cirúrgico:

Cirurgia endoscópica funcional dos seios paranasais (FESS):

  • Indicações: rinossinusite crônica refratária a tratamento clínico otimizado (3-6 meses), rinossinusite recorrente frequente (>4x/ano), complicações (celulite orbitária, abscesso), pólipos nasais extensos, rinossinusite fúngica, tumores
  • Objetivo: ampliar óstios de drenagem dos seios, remover mucosa doente, pólipos, massas, corrigir obstruções anatômicas (desvio septal, bolhas etmoidais)
  • Técnica: endoscópica (minimamente invasiva), sem cortes externos, através das narinas, visualização com câmera de alta definição
  • Recuperação: geralmente ambulatorial ou 1 dia internação, retorno atividades 7-14 dias
  • Resultados: 80-90% apresentam melhora significativa dos sintomas
  • Pós-operatório: lavagens nasais frequentes, corticoides nasais, acompanhamento endoscópico regular

Tratamento combinado (clínico + cirúrgico):

Principalmente rinossinusite crônica frequentemente requer ambos. Ou seja, cirurgia cria condições anatômicas favoráveis (drenagem adequada), mas tratamento clínico pós-operatório contínuo (corticoides nasais, lavagens) previne recidiva e mantém resultados. Portanto, cirurgia não é “cura definitiva” isoladamente – é parte de tratamento integrado.

🛡️ Prevenção: reduzindo risco de rinossinusites

Algumas medidas reduzem incidência e gravidade:

Medidas gerais:

  • Lavagem nasal regular: 1-2x/dia em períodos de maior risco (inverno, exposição a alérgenos)
  • Hidratação adequada: 2-3 litros água/dia mantém mucosa saudável
  • Evitar tabagismo: fumo paralisa cílios e prejudica drenagem mucociliar
  • Controlar alergias: tratamento adequado de rinite alérgica previne rinossinusites
  • Vacinação: vacina influenza anual reduz infecções virais predisponentes
  • Tratar refluxo: refluxo gastroesofágico pode agravar rinossinusite
  • Umidificar ambientes: especialmente no inverno ou em locais com ar-condicionado
  • Higiene de mãos: reduz transmissão viral

Medidas específicas para recorrentes:

  • Investigar e corrigir fatores predisponentes (imunodeficiências, alterações anatômicas)
  • Considerar correção cirúrgica de desvios septais significativos
  • Imunoterapia (vacinas) quando componente alérgico importante
  • Profilaxia com corticoides nasais em períodos de risco

Consequentemente, prevenção é mais eficaz e confortável que tratar episódios repetidos. Assim, investimento em medidas preventivas melhora significativamente qualidade de vida.

🚨 Complicações: quando rinossinusite torna-se grave

Embora raras com tratamento adequado, complicações podem ocorrer e são potencialmente graves:

⚠️ Complicações orbitárias:

  • Celulite periorbitária/orbital: infecção se estende para órbita
  • Abscesso subperiosteal ou orbital: coleção purulenta na órbita
  • Sinais: edema palpebral importante, dor ocular, febre, oftalmoplegia (dificuldade de mover olho), proptose (olho saltado), alteração visual
  • Tratamento: internação, antibióticos IV, drenagem cirúrgica se abscesso

⚠️ Complicações intracranianas:

  • Meningite: infecção das meninges
  • Abscesso cerebral: coleção purulenta intracraniana
  • Trombose de seio cavernoso: coagulação em veias cerebrais
  • Sinais: cefaleia intensa, rigidez de nuca, febre alta, alteração de consciência, convulsões
  • Tratamento: EMERGÊNCIA médica, internação UTI, antibióticos IV, neurocirurgia se necessário

Portanto, sinais de complicações requerem avaliação urgente. Principalmente mortalidade de complicações intracranianas pode atingir 10-15% mesmo com tratamento – prevenção através de tratamento adequado da rinossinusite é essencial.

👨‍⚕️ Quando procurar otorrinolaringologista?

Procure avaliação especializada nas seguintes situações:

Indicações de consulta:

  • Sintomas persistentes: >10 dias sem melhora com tratamento sintomático
  • Sintomas graves: febre alta (>39°C), dor facial intensa, alterações visuais
  • Sintomas recorrentes: ≥4 episódios/ano de rinossinusite aguda
  • Sintomas crônicos: >12 semanas de sintomas contínuos
  • Sangramento nasal recorrente: pode indicar tumor
  • Obstrução unilateral progressiva: suspeita de tumor
  • Perda olfativa persistente: impacto significativo na qualidade de vida
  • Falha de tratamento: antibióticos não resolveram quadro bacteriano
  • Suspeita de complicações: sinais orbitários ou neurológicos

Além disso, avaliação otorrinolaringológica inclui endoscopia nasal que fornece diagnóstico visual direto, identifica pólipos, massas, secreção purulenta e alterações anatômicas. Consequentemente, diagnóstico preciso permite tratamento direcionado e eficaz.

Conclusão 🎯

Rinossinusite é condição extremamente comum que afeta milhões de pessoas anualmente. Primeiramente, sinusite, atualmente chamada de rinossinusite (RS), é inflamação da mucosa do nariz e dos seios da face. Principalmente porque mucosa produz muco, principais sintomas são obstrução nasal, secreção nasal, alteração do olfato e dor em face – combinação desses sintomas caracteriza diagnóstico.

Além disso, rinossinusites podem ser classificadas quanto à origem em múltiplas categorias: viral (mais comum), bacteriana, fúngica, alérgica, genética, autoimune, secundária a tumores. Ou seja, cada causa requer tratamento específico – antibióticos só funcionam para bacteriana, não para viral ou alérgica. Consequentemente, diagnóstico etiológico correto é fundamental.

Também levamos em conta questão temporal para classificar em agudas (tempo menor que 12 semanas) e crônicas (tempo maior que 12 semanas). Principalmente essa distinção altera significativamente abordagem terapêutica – agudas geralmente respondem a tratamento clínico de curta duração, enquanto crônicas requerem tratamento prolongado e frequentemente cirurgia.

Portanto, devemos estabelecer diagnóstico preciso e definir tratamento que pode ser clínico, cirúrgico ou ambos. Assim, tratamento clínico inclui lavagem nasal, corticoides nasais (crônicas), antibióticos (bacterianas), controle de alergias. Entretanto, quando tratamento clínico otimizado falha, cirurgia endoscópica funcional amplia drenagem dos seios e remove tecido doente – com taxas de sucesso de 80-90%.

Principalmente não sofra com sinusite crônica ou recorrente sem buscar solução adequada. Consequentemente, avaliação com otorrinolaringologista permite diagnóstico preciso, tratamento direcionado e melhora significativa da qualidade de vida. Ou seja, sinusite te incomoda? Procure ajuda especializada e recupere sua qualidade de vida.

Saiba mais sobre rinossinusite no ENT Health (Academia Americana de Otorrinolaringologia).

📞 Agende sua avaliação para diagnóstico e tratamento adequado

🔗 Leia também outras dúvidas frequentes sobre condições otorrinolaringológicas

Dr. Lucas Zambon
Médico Otorrinolaringologista em Curitiba
CRM-PR 31209 | RQE 16825

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Compartilhar

Back to Blog