QUAIS OS TRATAMENTOS DA SINUSITE?
Sinusite (rinossinusite): sintomas, causas, tratamentos clínicos e cirúrgicos 🫁😷
Dor de cabeça intensa, nariz entupido, secreção amarelada escorrendo pela garganta, pressão no rosto que piora ao abaixar a cabeça. Esses sintomas soam familiares? Milhões de brasileiros sofrem anualmente com sinusites, condição que vai muito além de um simples resfriado prolongado. Entender essa doença é fundamental para tratá-la adequadamente e prevenir recorrências.
🔬 O que é rinossinusite (sinusite)?
A rinossinusite, mais conhecida popularmente como sinusite, é a inflamação da mucosa dos seios da face (cavidades ocas dentro dos ossos da face revestidas por mucosa) e da mucosa do nariz. Primeiramente, precisamos entender que nariz e seios da face funcionam como unidade integrada – por isso o termo correto é “rinossinusite”, não apenas “sinusite”.
Quando há inflamação, ocorre “inchaço” dos orifícios (óstios) por onde saem as secreções. Principalmente porque essas aberturas são muito estreitas – alguns têm apenas 1-3 milímetros de diâmetro. Consequentemente, com aumento da produção de muco e edema, acontece estagnação das secreções dentro dos seios faciais. Ou seja, o muco fica preso, não drena adequadamente, e pode se infectar secundariamente.
Assim, entender essa dinâmica explica por que obstrução nasal frequentemente precede sinusite. Afinal, se nariz está entupido, drenagem dos seios da face também fica prejudicada.
🦴 Anatomia: conhecendo os seios da face
Temos quatro pares de seios paranasais (cavidades ao redor do nariz). Primeiramente, vamos conhecê-los:
1️⃣ Seios maxilares
Localizados nas maçãs do rosto, um de cada lado do nariz. São os maiores e mais frequentemente acometidos por sinusite. Principalmente porque drenam “contra a gravidade” – o orifício de drenagem fica no topo do seio. Ou seja, é como se você virasse uma garrafa de cabeça para baixo e esperasse o líquido sair por um buraquinho no fundo.
2️⃣ Seios frontais
Localizados acima das sobrancelhas, na testa. Quando inflamados, causam dor frontal intensa que piora ao abaixar a cabeça. Além disso, nem todas pessoas têm seios frontais bem desenvolvidos – é normal essa variação anatômica.
3️⃣ Seios etmoidais
Localizados entre os olhos, atrás da base do nariz. São múltiplas pequenas células (câmaras) em formato de colmeia. Principalmente importantes porque infecções etmoidais podem se estender para órbita ocular (em volta do olho). Portanto, sinusites etmoidais graves requerem atenção especial.
4️⃣ Seios esfenoidais
Localizados profundamente no centro da cabeça, atrás das cavidades nasais. São os menos acometidos, mas quando infectados, causam dor de cabeça profunda no topo ou atrás da cabeça. Além disso, estão próximos de estruturas nobres (nervo óptico, artéria carótida), tornando infecções esfenoidais potencialmente graves.
Consequentemente, cada seio pode inflamar isoladamente ou em conjunto. Dessa forma, localização da dor ajuda identificar quais seios estão acometidos.
⚠️ Sintomas principais de rinossinusite
Como estamos falando de nariz e seios da face, quais são os principais sintomas? Primeiramente, quatro manifestações cardinais definem o diagnóstico:
👃 Obstrução nasal (nariz entupido)
Sensação de nariz bloqueado, dificuldade para respirar pelas narinas. Pode ser unilateral (apenas um lado) ou bilateral (ambos lados). Principalmente piora à noite, atrapalhando sono. Consequentemente, leva a respiração oral, boca seca, roncos e fadiga diurna.
💧 Secreção nasal (catarro)
Rinorreia anterior (saindo pelas narinas) ou posterior (escorrendo pela garganta – gotejamento pós-nasal). Principalmente a característica da secreção ajuda no diagnóstico:
- Clara e aquosa: mais comum em causas virais ou alérgicas
- Amarela ou esverdeada: sugere infecção bacteriana
- Com sangue: pode indicar inflamação grave ou outras condições
- Fétida (mau cheiro): pode haver corpo estranho ou infecção anaeróbica
Assim, observar cor e consistência da secreção fornece pistas diagnósticas importantes.
👃 Alteração do olfato
Redução (hiposmia) ou perda completa (anosmia) do olfato. Pode haver também percepção de mau cheiro constante (cacosmia) que não existe no ambiente. Principalmente porque obstrução física impede moléculas odoríferas de alcançarem receptores olfatórios. Além disso, inflamação pode danificar temporariamente esses receptores. Consequentemente, paladar também fica alterado, já que 80% do que chamamos “sabor” depende do olfato.
😣 Dor ou pressão facial
Sensação de peso, pressão ou dor no rosto. Principalmente localização varia conforme seio acometido:
- Dor nas maçãs do rosto: seios maxilares
- Dor na testa/sobrancelhas: seios frontais
- Dor entre os olhos: seios etmoidais
- Dor profunda no topo da cabeça: seios esfenoidais
Caracteristicamente, piora ao abaixar a cabeça, tossir, espirrar ou fazer esforço. Ou seja, qualquer manobra que aumente pressão dentro dos seios agrava dor.
Sintomas adicionais frequentes:
- Dor de cabeça generalizada
- Tosse: principalmente noturna, por gotejamento pós-nasal
- Dor de garganta: irritação pela secreção escorrendo
- Mau hálito (halitose): pelo acúmulo de secreção infectada
- Dor de dente: raízes dentárias superiores estão próximas aos seios maxilares
- Febre: principalmente em sinusites bacterianas agudas
- Fadiga e mal-estar geral
- Pressão nos ouvidos
- Sensação de ouvido entupido
Portanto, sinusite afeta muito mais que apenas o nariz. Impacta qualidade de vida globalmente.
📊 Classificação temporal das rinossinusites
Quanto ao tempo de evolução, classificamos em duas categorias principais:
⚡ Rinossinusite aguda
Duração menor que 12 semanas. Primeiramente, subdividimos em:
- Viral: maioria absoluta dos casos (90-98%). Dura até 10 dias, melhora espontaneamente
- Bacteriana: 2-10% dos casos. Geralmente complicação de sinusite viral. Sintomas persistem além de 10 dias ou pioram após melhora inicial
Principalmente importante diferenciar viral de bacteriana porque antibióticos só funcionam em infecções bacterianas. Ou seja, prescrever antibiótico para sinusite viral é inútil e contribui para resistência bacteriana.
🔄 Rinossinusite crônica
Duração maior que 12 semanas consecutivas. Principalmente caracteriza-se por inflamação persistente que não resolve completamente mesmo com tratamento. Além disso, pode ter períodos de agudização (piora) intercalados com melhora parcial. Consequentemente, impacto na qualidade de vida é significativo – estudos mostram que rinossinusite crônica afeta mais qualidade de vida que doenças como angina ou insuficiência cardíaca congestiva.
🔁 Rinossinusite recorrente
Quatro ou mais episódios agudos por ano, com resolução completa entre episódios. Ou seja, não é crônica porque há períodos sem sintomas, mas recorrência é problemática. Assim, merece investigação de causas predisponentes.
Dessa forma, classificação temporal orienta tratamento – agudas geralmente respondem a tratamento clínico, enquanto crônicas frequentemente requerem abordagem mais agressiva, podendo incluir cirurgia.
🦠 Causas e origens das rinossinusites
As rinossinusites podem ser originadas por múltiplos fatores. Primeiramente, as causas mais comuns:
1️⃣ Vírus (causa mais comum)
Rinovírus, coronavírus, influenza, parainfluenza, adenovírus. Principalmente desencadeiam resfriados comuns que evoluem para sinusite. Ou seja, começa como resfriado viral e inflama secundariamente os seios da face. Geralmente resolve espontaneamente em 7-10 dias.
2️⃣ Bactérias
Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis. Principalmente ocorrem como complicação de sinusite viral inicial – quando vírus danifica mucosa, bactérias aproveitam para invadir. Assim, sinusite bacteriana é geralmente secundária, não primária.
3️⃣ Fungos
Menos comum, mas importante. Podem causar:
- Sinusite fúngica alérgica: reação alérgica a fungos ambientais
- Bola fúngica (micetoma): colonização isolada de um seio
- Sinusite fúngica invasiva: rara, grave, em pacientes imunossuprimidos
Principalmente diabéticos mal controlados e imunossuprimidos têm maior risco de infecções fúngicas graves.
4️⃣ Alergia (rinite alérgica)
Inflamação alérgica causa edema da mucosa nasal e obstrução dos óstios sinusais. Consequentemente, predispõe a sinusites de repetição. Ou seja, controlar rinite alérgica é fundamental para prevenir sinusites recorrentes.
5️⃣ Alterações anatômicas
- Desvio de septo nasal: obstrui passagem de ar e drenagem
- Conchas nasais aumentadas (hipertrofia de conchas): bloqueiam óstios sinusais
- Variações anatômicas: células de Haller, concha bolhosa, desvio de processo uncinado
Principalmente essas alterações impedem drenagem adequada, perpetuando inflamação.
6️⃣ Polipose nasal
Crescimento de pólipos (massas gelatinosas inflamatórias) dentro do nariz e seios. Obstruem completamente passagem de ar e drenagem. Principalmente associada a asma, intolerância a aspirina (tríade de Samter) e rinossinusite crônica refratária.
7️⃣ Doenças genéticas
- Fibrose cística: muco muito espesso não drena adequadamente
- Discinesia ciliar primária: cílios da mucosa não funcionam corretamente
- Imunodeficiências primárias: maior suscetibilidade a infecções
Dessa forma, crianças com sinusites de repetição devem ser investigadas para essas condições.
8️⃣ Doenças autoimunes
- Granulomatose de Wegener
- Sarcoidose
- Síndrome de Churg-Strauss
Principalmente causam inflamação crônica grave e difícil controle. Portanto, requerem tratamento imunossupressor específico.
9️⃣ Fatores predisponentes
- Tabagismo: paralisa cílios e prejudica defesa da mucosa
- Poluição do ar
- Mergulho/natação: água clorada irrita mucosa
- Uso de cocaína intranasal: destrói mucosa e septo
- Refluxo gastroesofágico: ácido irrita mucosa nasal
- Problemas dentários: infecções dentárias podem invadir seio maxilar
Ou seja, múltiplos fatores podem desencadear ou perpetuar rinossinusites. Portanto, investigação adequada identifica causas tratáveis.
🩺 Como é feito o diagnóstico?
Estabelecer diagnóstico preciso é fundamental para definir tratamento adequado. Primeiramente, o otorrinolaringologista realizará:
📋 História clínica detalhada
Quais sintomas? Há quanto tempo? Quantos episódios por ano? Melhora com antibióticos? Há fatores desencadeantes? História de alergia, asma, pólipos? Principalmente duração e frequência dos sintomas orientam classificação (aguda, crônica, recorrente).
🔬 Exame físico
Rinoscopia anterior (exame do nariz com espéculo). Avalia presença de secreção, edema, pólipos. Além disso, palpação dos seios da face para avaliar dor à pressão. Assim, achados ao exame físico confirmam suspeita clínica.
📹 Nasofibroscopia (endoscopia nasal)
Exame com fibra óptica flexível que permite visualizar profundamente as cavidades nasais. Principalmente identifica:
- Secreção saindo dos óstios sinusais
- Pólipos nasais
- Alterações anatômicas
- Tumores (raros mas importantes)
Ou seja, fornece informações impossíveis de obter apenas com rinoscopia anterior. Portanto, essencial em casos crônicos ou recorrentes.
📊 Tomografia computadorizada dos seios da face
Exame de imagem padrão-ouro para avaliar rinossinusites. Principalmente mostra:
- Quais seios estão acometidos
- Grau de opacificação (quanto estão cheios de secreção)
- Alterações anatômicas
- Complicações (erosão óssea, extensão para órbita/cérebro)
Além disso, é mapa cirúrgico – quando cirurgia é necessária, tomografia guia planejamento. Assim, tomografia não é necessária em todo caso de sinusite aguda, mas fundamental em casos crônicos ou quando cirurgia é considerada.
🧪 Outros exames quando necessário
- Testes alérgicos: quando há suspeita de rinite alérgica
- Cultura de secreção nasal: casos graves ou refratários
- Biópsia: quando há suspeita de tumor ou doença granulomatosa
- Teste do suor: investigação de fibrose cística em crianças
- Dosagem de imunoglobulinas: investigação de imunodeficiências
Consequentemente, diagnóstico é principalmente clínico (baseado em sintomas e exame físico), mas exames complementares ajudam em casos complexos. Portanto, nem todo paciente precisa de todos exames – avaliação é individualizada.
💊 Tratamentos clínicos da rinossinusite
O tratamento varia conforme tipo, gravidade e causa. Primeiramente, opções medicamentosas:
1️⃣ Lavagem nasal com soro fisiológico
Medida mais importante e eficaz. Remove mecânicas secreções, hidrata mucosa, melhora função ciliar. Principalmente deve ser feita 2-4 vezes ao dia com grande volume (250ml por narina). Ou seja, não é “pinguinho” de soro – é lavagem abundante mesmo, mas que pode gerar incomodo e por isso deve ser orientada pelo médico em como deve ser feita. Assim, soro carrega fisicamente as secreções para fora.
2️⃣ Descongestionantes nasais
Sprays (oximetazolina, nafazolina) ou orais (pseudoefedrina). Abrem nariz rapidamente. ATENÇÃO: sprays não devem ser usados por mais de 3-5 dias consecutivos – causam dependência e rinite medicamentosa. Principalmente use apenas sob orientação médica e por tempo limitado.
3️⃣ Corticoides nasais
Sprays anti-inflamatórios (mometasona, fluticasona, budesonida). Reduzem inflamação e edema da mucosa. Principalmente são tratamento de primeira linha em rinossinusites crônicas. Além disso, seguros para uso prolongado quando prescritos adequadamente. Assim, controlam inflamação sem causar dependência.
4️⃣ Corticoides orais
Prednisona, prednisolona. Reservados para casos graves ou agudizações importantes. Principalmente cursos curtos (5-7 dias) em situações específicas. Entretanto, não devem ser usados rotineiramente devido efeitos colaterais. Portanto, prescrição médica criteriosa é essencial.
5️⃣ Antibióticos
Indicados APENAS em sinusites bacterianas comprovadas ou altamente suspeitas. Principalmente critérios para uso:
- Sintomas graves desde o início (febre alta, dor intensa)
- Sintomas persistem além de 10 dias sem melhora
- Piora após melhora inicial (“piora bifásica”)
Amoxicilina com clavulanato é primeira escolha. Duração: 7-14 dias conforme gravidade. Importante: antibióticos não funcionam em sinusites virais (maioria). Ou seja, uso indiscriminado é prejudicial, não benéfico.
6️⃣ Mucolíticos
Acetilcisteína, carbocisteína. Tornam secreção mais fluida, facilitando drenagem. Principalmente úteis quando secreção é muito espessa. Assim, auxiliam na eliminação do muco estagnado.
7️⃣ Analgésicos e anti-inflamatórios
Paracetamol, ibuprofeno. Controlam dor e febre. Além disso, anti-inflamatórios reduzem edema. Portanto, úteis no controle sintomático.
8️⃣ Tratamento da causa base
Fundamental tratar condições predisponentes:
- Rinite alérgica: anti-histamínicos, corticoides nasais, imunoterapia
- Refluxo: inibidores de bomba de prótons
- Problemas dentários: tratamento odontológico
Ou seja, tratar apenas sinusite sem abordar causa subjacente resulta em recorrências.
✂️ Tratamento cirúrgico: cirurgia endoscópica dos seios da face
Para alguns casos selecionados, tratamento cirúrgico está indicado. Principalmente quando:
📋 Indicações cirúrgicas:
- Rinossinusite crônica refratária: não responde a tratamento clínico adequado (mínimo 12 semanas)
- Polipose nasal extensa: pólipos obstrutivos que não melhoram com medicamentos
- Complicações: abscesso orbitário, celulite orbitária, meningite, abscesso cerebral
- Sinusite fúngica: bola fúngica ou sinusite fúngica alérgica
- Tumores benignos ou malignos
- Obstruções anatômicas significativas
Ou seja, cirurgia não é primeira opção, mas reservada para casos específicos. Portanto, grande maioria das sinusites resolve com tratamento clínico adequado.
🎥 Técnica: cirurgia endoscópica nasal (FESS)
FESS = Functional Endoscopic Sinus Surgery (Cirurgia Endoscópica Funcional dos Seios da Face). Primeiramente, como funciona:
A cirurgia utiliza dispositivo óptico (endoscópio) acoplado a câmera de alta definição. Principalmente permite visualização magnificada (zoom) e iluminação intensa das estruturas escuras e estreitas dentro do nariz. Ou seja, cirurgião vê detalhes anatômicos minúsculos amplificados na tela em alta resolução. Assim, aumenta precisão e segurança.
Objetivos cirúrgicos:
- Alargar óstios sinusais: criar drenagem adequada
- Remover mucosa doente e pólipos: eliminar fonte de inflamação
- Corrigir alterações anatômicas: desvio de septo, conchas hipertróficas
- Restaurar ventilação e drenagem: permitir que seios funcionem normalmente
Além disso, cirurgia é realizada completamente pela narina – não há cortes externos. Consequentemente, não deixa cicatrizes visíveis. Principalmente é cirurgia ambulatorial na maioria dos casos – paciente vai para casa no mesmo dia.
Pós-operatório:
- Lavagens nasais abundantes diárias
- Corticoides nasais
- Retornos periódicos para limpeza nasal
- Evitar esforços físicos por 2 semanas
Principalmente sucesso cirúrgico não depende apenas da técnica, mas também do tratamento clínico pós-operatório. Ou seja, cirurgia abre drenagem, mas medicamentos controlam inflamação. Portanto, é combinação de cirurgia + tratamento clínico que traz melhores resultados.
🛡️ Prevenção de rinossinusites
Algumas medidas ajudam prevenir sinusites ou reduzir recorrências. Primeiramente:
- Lave o nariz diariamente: com soro fisiológico, principalmente após exposição a poluição/poeira
- Mantenha-se hidratado: beba bastante água (2-3 litros/dia)
- Use umidificador de ar: em ambientes muito secos
- Evite ar-condicionado muito frio: choque térmico favorece inflamação
- Trate rinite alérgica adequadamente: controle previne sinusites secundárias
- Não fume: tabaco paralisa cílios e prejudica defesa
- Lave as mãos frequentemente: previne infecções virais
- Evite piscinas com cloro excessivo: irrita mucosa nasal
- Trate problemas dentários prontamente
- Vacine-se: vacinas contra influenza e pneumococo reduzem infecções
Dessa forma, medidas preventivas simples reduzem significativamente risco de sinusites. Afinal, prevenção é sempre melhor que tratamento.
🚨 Quando procurar otorrinolaringologista urgente?
Você deve buscar avaliação imediata se apresentar sinais de complicação:
- Inchaço ou vermelhidão ao redor dos olhos
- Visão dupla ou redução da visão
- Dificuldade de movimentar os olhos
- Olho “saltado” para frente (proptose)
- Febre alta persistente (acima de 39°C)
- Rigidez de nuca com febre
- Alteração do nível de consciência
- Convulsões
- Dor de cabeça súbita e intensa (pior dor da vida)
- Inchaço importante na testa
Principalmente essas manifestações sugerem complicações orbitárias (ao redor dos olhos) ou intracranianas (cérebro). Consequentemente, são emergências médicas que requerem tratamento hospitalar imediato. Portanto, não espere – procure pronto-socorro.
Conclusão 🎯
A rinossinusite (sinusite) vai muito além de um simples resfriado prolongado. Principalmente afeta milhões de pessoas e impacta significativamente qualidade de vida. Entretanto, com diagnóstico preciso e tratamento adequado, grande maioria dos casos tem excelente controle.
Primeiramente, é fundamental diferenciar sinusites virais (maioria, não precisam antibióticos) de bacterianas (minoria, requerem antibióticos). Além disso, identificar causas predisponentes (alergia, alterações anatômicas, pólipos) permite tratamento direcionado e prevenção de recorrências.
Para casos selecionados, quando tratamento clínico não é suficiente, cirurgia endoscópica dos seios da face (FESS) oferece excelentes resultados. A técnica moderna, com vídeo de alta definição e magnificação da imagem, permite cirurgia precisa e segura. Ou seja, tecnologia a serviço do tratamento eficaz.
Principalmente não subestime sinusites de repetição ou sintomas persistentes. Consulte otorrinolaringologista para avaliação completa. Assim, estabelece-se diagnóstico preciso e define-se tratamento adequado – seja clínico, cirúrgico, ou combinação de ambos.
Respire livremente novamente! Com tratamento correto, sinusites têm excelente controle.
Saiba mais sobre sinusites.
📞 Agende sua avaliação com especialista!
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Dr. Lucas Zambon
Médico Otorrinolaringologista em Curitiba
CRM-PR 31209 | RQE 16825






